Devo Ficar ou Partir?
- Angela Correa
- 24 de ago.
- 4 min de leitura
Atualizado: há 3 dias
Porque as pessoas se divorciam?
Por Angela Correa
É normal, em momentos de crise, surgir a pergunta: “Vale a pena continuar ou é melhor me separar?” A ciência mostra que tanto o casamento infeliz quanto o divórcio podem trazer sofrimento — mas também que existem caminhos para reconstruir ou recomeçar. O amor de Orfeu e Eurídice, mostra a importância da intencionalidade no amar.
1. O impacto de cada escolha
Ficar em um casamento conflituoso
• Conflitos frequentes afetam saúde emocional e física (ansiedade, estresse, pressão alta).
• Crianças que vivem em ambiente de brigas constantes podem apresentar problemas de comportamento e insegurança.
2.Optar pelo divórcio
• É uma das experiências mais estressantes da vida adulta.
• No início pode aumentar sentimentos de tristeza, medo e solidão.
• Porém, quando o nível de conflito cai, muitas pessoas e crianças melhoram emocionalmente.
3.Quando vale a pena lutar pelo casamento
• Respeito ainda existe: mesmo com brigas, há cuidado e desejo de melhorar.
• Abertura para mudança: os dois estão dispostos a buscar ajuda e aprender novas formas de se relacionar.
• Valores em comum: espiritualidade, sonhos de família, projetos de vida.
• Busca de apoio: terapia de casal, aconselhamento religioso, leitura e prática de habilidades de comunicação.
4.Quando o divórcio pode ser a decisão mais saudável
Abuso físico ou psicológico: não é seguro permanecer.
• Conflitos constantes sem melhora, mesmo após tentativas sérias de mudança.
• Ausência total de respeito e afeto: quando só resta hostilidade e indiferença.
5. Estratégias para casais em dúvida
1. Conversem com sinceridade: falem sobre o que cada um sente e deseja.
2. Busquem ajuda profissional: terapia de casal comprovadamente melhora a comunicação e a satisfação conjugal.
3. Reduzam os conflitos diante dos filhos: mesmo que haja separação, o cuidado com o ambiente das crianças é essencial. 4. Façam uma avaliação de prioridades: perguntem-se: “Quero consertar o casamento ou apenas acabar com a dor agora?”
5. Cuidem da espiritualidade e da saúde emocional: oração, reflexão, apoio de amigos e familiares ajudam a clarear as decisões.
Lembre-se
• O casamento pode ser reconstruído se houver respeito, amor e disposição para mudar.
• O divórcio não significa fracasso — pode ser uma escolha de proteção e saúde.
• Em ambos os casos, o cuidado com o bem-estar emocional e o respeito mútuo são fundamentais
✨ Mensagem final para o casal: "Antes de decidir, busquem compreender, conversar e tentar. Se mesmo assim não houver caminho, saibam que escolher a paz é também uma forma de amar."

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Breaking News Mitologia Grega e o Amor
Por Angela Correa
ORFEU E EURÍDICE
Na mitologia grega, Orfeu era um músico lendário, filho de Apolo (deus da música) e da musa Calíope, conhecido por sua harpa que encantava homens e deuses. Ele se apaixonou por Eurídice, uma ninfa de beleza e graça singulares. Seu amor era intenso e intencional—Orfeu usava sua música para cortejá-la, compondo canções que expressavam seu desejo de construir uma vida juntos. Eles se casaram em uma cerimônia repleta de alegria, simbolizando um compromisso mútuo. Porém, a felicidade durou pouco. No dia do casamento, Eurídice foi perseguida por Aristeu, um pastor obcecado por ela. Ao fugir, pisou em uma serpente venenosa e morreu. Desolado, Orfeu decidiu descer ao submundo para resgatá-la, guiado pela intencionalidade de seu amor. Com sua lira, ele encantou Caronte, o barqueiro, e Cérbero, o cão de três cabeças, provando que seu propósito era maior que o medo ou a morte. Diante de Hades e Perséfone, Orfeu tocou e cantou com tanta emoção que comoveu os governantes do submundo. Eles concordaram em libertar Eurídice, mas impuseram uma condição: Orfeu deveria caminhar à frente e não olhar para trás até saírem do submundo. Essa regra testava sua confiança e intenção—ele precisava acreditar que o amor os guiaria juntos. No entanto, movido por dúvida e ansiedade, Orfeu olhou para trás antes de cruzarem o limite, perdendo Eurídice para sempre. Sua intenção era amorosa, mas a falta de paciência e fé rompeu o vínculo. Orfeu passou o resto de sua vida lamentando, até ser despedaçado por Mênades, seguidores de Dionísio, em um ato de desespero.
A metáfora para casais
• O amor (como Orfeu pela Eurídice) é capaz de mover céus e terra e até abrir portas impossíveis.
• Porém, a ansiedade, a falta de confiança e a pressa em buscar certezas podem destruir aquilo que ainda tinha chance de ser salvo.
• Muitos casais, ao passar por crises, vivem o mesmo dilema: olhar para trás ou confiar no futuro juntos.
• Olhar para trás pode significar ficar preso a mágoas, erros passados e ressentimentos; confiar no futuro exige fé, paciência e compromisso.
Aplicação prática ✨ Essa história pode ajudar casais em dúvida a refletirem:
1. Estou preso ao passado? — fico olhando para os erros, traições ou falhas sem conseguir seguir adiante?
2. Existe esperança real de reconstruir? — como Orfeu, vale a pena lutar, mas com confiança e coragem para não repetir o erro.
3. Se escolher permanecer, consigo olhar para frente? — porque manter o casamento preso ao que já passou pode ser tão doloroso quanto o divórcio.
Referências AMATO, Paul R. Research on divorce: Continuing trends and new developments. Journal of Marriage and Family, v. 72, n. 3, p. 650-666, 2010. CUMMINGS, E. Mark; DAVIES, Patrick T. Marital conflict and children: An emotional security perspective. New York: Guilford Press, 2010. GOTTMAN, John M. The seven principles for making marriage work. New York: Crown Publishers, 1999. GOTTMAN, John M.; SILVER, Nan. What makes love last?. New York: Simon & Schuster, 2012. HETHERINGTON, E. Mavis; KELLY, John. For better or for worse: Divorce reconsidered. New York: W. W. Norton & Company, 2002. KIECOLT-GLASER, Janice K.; NEWTON, Tamara L. Marriage and health: His and hers. Psychological Bulletin, v. 127, n. 4, p. 472-503, 2001. MAHONEY, Annette; PARGAMENT, Kenneth I. et al. Religion and the sanctification of family relationships. Review of Religious Research, v. 42, n. 3, p. 220-236, 2001. SWEENEY, Megan M. Remarriage and economic well-being. Journal of Marriage and Family, v. 64, n. 3, p. 827-845, 2002.


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